As I lay on this bed
the sun shines its sad light on me.
Memories of you in my head
sounds of laughing children in my ear.
Autor
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Josué Padilla, Diário Azul, cinco e meia da manhã
"Sinto cheiro de cigarros apagados e copos vazios de pinga com limão. O cheiro não me faz lembrar nada. Escrevo pra me distrair de minhas próprias mágoas. Já não sinto mais como sentia antes. Aliás, de antes, quase nada faço. Mudei completamente todos os meus hábitos com o passar dos anos. Chego a encontrar uma certa estranheza nesse sentimento de nostalgia inversa, de culpa e decepção. Brigo com o sono. Ainda é muito cedo pra ir. Minhas crenças de infância todas morreram afogadas em suas próprias mentiras e facetas, meus princípios e bons costumes sucumbiram diante da assustadora realidade cruel em que vivemos todos os dias. Acho engraçado como as pessoas são felizes. Não deveria. Meu pai costumava dizer que felicidade não existe. De uma forma muito relativa e aleatória ele dizia que a felicidade é incoerente, se não apenas um conceito criado para nos fazer se mover adiante sempre que necessário. "A tal felicidade", como dizia. Penso que talvez ele esteja certo e isso me assusta. Então acendo mais um cigarro, olho pela persiana suja e quebrada e vejo as pessoas passando na rua, indo pro trabalho. Nenhuma delas sorri. Enfim, tenho algo em comum com a sociedade."
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