sexta-feira, 8 de abril de 2011

Pensamentos, #2

Eu falo pelas mães desesperadas – com tragédias ou apenas o dia-a-dia dos filhos –, eu falo pela sociedade incoerente em que vivemos, eu falo pelos laços infringentes que fazemos. Imperfeitos humanos em convivência com um mundo mais imperfeito que si. Vamos gritar, vamos violentar, vamos assassinar. E tudo faz parte do que conhecemos como vida. Somos obrigados a trair, fingir, esconder. Somos obrigados a assassinar, a roubar, a torturar. Somos nós mesmos traídos, somos nós mesmos assassinados. Tudo o que fazemos ao próximo, fazemos na verdade a nós mesmos. E se nós brigarmos durante uma manhã de um belo sol, se quebrarmos as barreiras do bem e do mal, se fizermos tudo pelo avesso, se nos destruirmos diante do ardor que é viver, tudo bem. Se o sol nascer no dia seguinte, estaremos lá pra assisti-lo.

"If I were a swan, I'd be gone
If I were a train, I'd be late
And if I were a good man,
I'd talk with you more often than I do
If I were to sleep, I could dream
If I were afraid, I could hide
If I go insane, please don't put
Your wires in my brain
If I were the moon, I'd be cool
If I were a rule, I would bend
If I were a good man, I'd understand
The spaces between friends
If I were alone, I would cry
And if I were with you, I'd be home and dry
And if I go insane,
Will you still let me join in the game?
If I were a swan, I'd be gone
If I were a train, I'd be late again
If I were a good man,
I'd talk with you more often than I do."

segunda-feira, 4 de abril de 2011

"Don't Let it Bring You Down", Neil Young

Let there be darkness

"I wish I could see everything
passing just before my eyes
Like a movie I've never seen
Like someone I've never been.

I wish I could do it all
of the things I never did
And instead of darkness
I wish I could be the light."

sábado, 2 de abril de 2011

Como nós o conhecemos

"Tive que me isolar pra aprender a viver sozinho. Pra aprender a não mais ser dependente de qualquer afeição demonstrada por outro ser. Tive que trancar a porta e as janelas do meu quarto sujo no canto da cidade pra que ninguém me encontrasse. e ninguém me encontrou. Bem como previ, fiquei completamente sozinho por sete longos meses. a barba e o cabelo já pareciam de algum mendigo qualquer da avenida paulista. Só o que me restava era o dinheiro que me deram quando larguei meu emprego. Quando larguei meu emprego pra me isolar. E, desse dinheiro, setenta por cento foi gasto em alteradores. Vodca, uísque, cerveja, cigarros, maconha, cocaína - tudo da pior qualidade possível, pra eu poder comprar mais e mais. E por sete meses, senti na pele o que é a falta de viver. De sair, de se encontrar, de namorar, de trabalhar e, principalmente, de estar sóbrio. E posso dizer - com todo o sentimento necessário e a involução envolvida - que nunca estive melhor. Não depender de ninguém emocionalmente, nunca. Essa era a minha meta inicial. E ela foi brilhantemente cumprida.

Assim como a loucura, a isolação vicia. As pessoas lá fora fazem do mundo um lugar horrível. Feio, fedido, incômodo, estranho, incorrigível. Único em todo seu horror. O fedor me dá náuseas. As pessoas também."

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