O amor é a droga dos rejeitados, dos esquecidos, dos impossibilitados. É algo que te consome quando você menos o quer, que te leva pra lugares mais escuros que o breu das florestas à noite, que faz você querer sempre mais e mais exatamente quando você menos o tem. A diferença é que, eventualmente, você se cansa do amor. Não o quer mais. Até desacredita que ele possa existir. Confunde amor com convivência. Talvez até conveniência. Mas, como as drogas mais pesadas, pode te derrubar por muito tempo, as vezes até pra sempre. Todos nós nascemos puros e apaixonados e terminamos sujos e solitários. Com o tempo vamos nos afastando cada vez mais uns dos outros até que não queremos mais nada nem ninguém - e também ninguém nem nada nos quer. É aí que encontramos qualquer um que serve e com esse qualquer um passamos o resto de nossas vidas ou pelo menos aqueles dez anos dos quais nunca mais queremos lembrar. Nesse vício frenético e desenfreado nos encontramos todos, e não há saída. Quando encontramos então aquele ser com o qual não queremos nunca mais nos distanciar, não podemos. Não nos deixam. Não conseguimos. Falhamos. Desistimos. A verdade é que todos nós um dia achamos que o amor não existe. Que é muito difícil alcançá-lo. Pra quem acredita na mentira, a verdade se torna irreal. Então a verdade é uma questão de ponto de vista. Mas uma coisa é certa: todos nós já sentimos amor pelo menos uma vez na vida. Isso ninguém pode negar. Só os hipócritas. E com eles nada quero.
Autor
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Arquivo
-
▼
2011
(21)
- ► novembro 2011 (1)
- ► junho 2011 (3)
- ► abril 2011 (4)
- ► março 2011 (2)
- ► fevereiro 2011 (2)
-
►
2010
(9)
- ► dezembro 2010 (7)
- ► setembro 2010 (2)
Ainda que eu falasse a língua dos homens, que eu falasse a língua dos anjos sem AMOR eu nada seria!
ResponderExcluir